Quanto de inglês você quer aprender?

A gente se dispõe a aprender algo porque tem interesse no assunto. Mas não sobre tooooodo o assunto, né? Eu quero aprender sobre cerâmica para fazer uma xícara de chá. Eu quero aprender um ponto de bordado para fazer um presente. Pode ser que eu me encante e continue me interessando e aí aprenda sempre mais, pode ser que a xícara e o presente sejam suficientes. Porque não temos essa objetividade com inglês? Quantas pessoas começam e param várias vezes cursinhos de inglês sendo que o que elas querem é aprender um mínimo para viajar sem perrengue?

Se esse é o seu caso, vale a pena elaborar um plano e começar a procurar materiais para aprender o que é essencial pra se virar numa viagem. Ou se precisa passar na prova de mestrado, se informe sobre inglês instrumental, estude sobre como estudar melhor, e invista tempo nisso. E se você quer mesmo é conseguir se comunicar, ter acesso a mais conteúdo e informação em inglês, procure um cursinho ou um bom professor particular e se dedique. Deixe o inglês te levar para onde você quiser (mas faça a sua parte também, com atenção e intenção né?).

Aprender a fazer as tarefas com intenção, sabendo com clareza o que queremos daquilo e até onde precisamos mesmo ir pode nos poupar de muito sofrimento (físico e mental também). Eu, como professora, adoro fazer atividades, montar mimos e lembranças, fazer os planos de aulas, pesquisar jogos e vídeos. Mas fazer isso tudo e não registrar como a aula aconteceu (pra mim mesma, para reflexão e para saber onde melhorar) ou não tirar uma foto para poder postar e também construir um portfólio para futuros trabalhos (seja com novos alunos ou com treinamento, criação de atividades específicas para outros professores e escolas) torna meu trabalho um pouco invisível.

Quando essa ficha caiu eu precisei parar e me perguntar: até onde eu quero mostrar? Quanto do meu trabalho precisa ser registrado? Qual a frequência que eu preciso estar presente no mundo digital? O exercício que eu sugiro que você faça em relação ao tanto que quer aprender de inglês (ou de qualquer outra coisa) eu também faço regularmente em relação ao mundo digital. E a cada reflexão eu ajusto algo, melhoro um processo, economizo um pouco de tempo aqui ou ali. São nessas pausas para refletir e escolher como prosseguir que a gente melhora a vida que a gente leva e decide onde vai colocar nossa energia. Sejamos intencionais e vivamos bem o presente. Afinal, a gente só tem ele mesmo.

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